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| Falando sobre doação de orgãos |
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| Qua, 07 de Outubro de 2009 19:38 |
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Vamos falar sobre doação e transplante de órgãos, um assunto delicado, do qual as pessoas evitam falar, às vezes por medo, às vezes por ignorância sobre o assunto. A morte é algo inevitável, atinge a todos, independentemente da classe social, da raça ou da crença religiosa, trazendo dor e saudade aos que ficam. É neste momento delicado que os familiares, no mais das vezes inconformados diante de sua impotência, têm o poder divino sobre a continuidade ou não da vida de outra pessoa, que sequer conhecem. Importante ter em mente o que significa doar um órgão. O Governo Federal criou uma lei através da qual a pessoa pode fazer constar em sua cédula de identidade ou CNH se deseja ou não ser doadora de órgãos, sem contudo criar uma campanha que esclareça como é o procedimento para a doação de órgãos. Muitas pessoas imaginam que o corpo do doador falecido é mutilado, tendo seus órgãos extraídos de qualquer maneira. Tal idéia é equivocada. É necessário que todos saibam que a retirada do órgão é uma operação como outra qualquer, mesmo porque o órgão doado dever ser manipulado com todo cuidado, para que não se danifique e torne-se imprestável. Outro aspecto importante é o temor de que o doador ainda esteja vivo, Vale ressaltar que os médicos dispõem de todos os meios para garantir que em hipótese alguma sejam retirados órgãos de pessoas ainda vivas, pois é necessário que seja atestada a morte cerebral do doador, de onde não há retorno. Só as pessoas que necessitam de um transplante e seus familiares têm conhecimento da dura rotina que é viver à espera de um órgão, espera esta que pode se arrastar por anos, sendo que muitas pessoas morrem esperando. É duro pensar que tantos órgãos sadios são consumidos, putrefazendo-se, sendo que, numa decisão simples e extremamente humanitária, poderiam dar nova vida a pessoas que deles necessitam. Contudo, há pessoas que optam por não serem doadores de órgãos, esquecendo-se que, no futuro, talvez venham a ser receptores, ou ainda venham a acompanhar o sofrimento de um ente querido que necessite de transplante. E ai, como fica? Ao que parece, a solução mais justa seria negar-lhes o transplante, visto que não se dispuseram a ser doadores. Mas isso, obviamente, não acontece. Desta forma, é de extrema importância que todos se conscientizem do valor da doação voluntária de órgãos. Uma boa maneira de iniciar esse exercício de conscientização pudesse dar à partir da doação de sangue, um ato simples, muito louvável, cercado de todos os cuidados, visto que o material usado é descartável, o que garante a segurança do doador. Se todos doassem sangue regularmente, o grave problema dos baixos estoques nos bancos de sangue seria facilmente resolvido e estaria detectando também possíveis hepatites e outras doenças Hoje em dia, a procura é maior do que a oferta. Nos centros cirúrgicos dos grandes hospitais, na maioria das cirurgias necessita-se dispor de sangue em grande quantidade. Infelizmente as doações não acompanham esse ritmo, sendo que muitas cirurgias são adiadas por falta deste valioso material. Desta maneira, procura-se demonstrar o quão importante é essa conscientização, sendo que toda e qualquer pessoa apta a ser doadora de órgãos, ou mesmo de sangue, sempre que possível deve procurar orientação de profissionais da área médica, a fim de se orientar sobre a importância da doação voluntária. |
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